Nessa edição destacamos Virginia Zanchet. Ela foi Jovem Embaixadora em 1995 (veja a seguir) e recentemente retornou ao nosso convívio. E já assumiu a Secretaria do Board!

Quando entraste para os Partners RS/IN? Já conhecias a organização?

Retornei ao Capítulo em setembro de 2025. Há algum tempo acompanhava o perfil da organização no Instagram. Foi quando me dei conta – 30 anos se passaram do meu intercâmbio como Jovem Embaixadora! Senti um desejo genuíno de voltar a participar e, de alguma forma, retribuir tudo o que a experiência vivida através dos Partners representou para mim — e ainda representa.

Como foi sua experiência como JE dos Partners? Em que ano?

Fui JE em janeiro de 1995. Fui para Terre Haute, recebida por um casal incrível, Cliff e Linda Lambert, que me acolheram como uma filha. Frequentei a North Vigo High School, onde a Linda lecionava, e vivi intensamente a experiência de ser uma estudante americana. Fiz muitos amigos (a maioria também estrangeiros), fui a festinhas, ao cinema, à lanchonete… foi simplesmente incrível.

Cliff, meu host father, administrava os ginásios da universidade local, a Indiana State University, e me proporcionou uma vivência muito marcante: ajudar na venda de lanches durante os jogos de basquete do time. No início foi desafiador — minha fluência ainda era limitada, o troco (especialmente as moedinhas!) era um drama — mas foi extremamente enriquecedor. Em uma dessas ocasiões, ouvi um cliente comentando com o filho: “Parece que ela não fala inglês!”. Só pude rir e pensar: é verdade!

Também me levaram à Disney, para que eu também conhecesse um dos filhos do casal. Inesquecível e muito significante para uma Virgínia então com 17 anos, que morava em Montenegro e nunca tinha sequer andado de avião!

Durante o intercâmbio, também realizei trabalho voluntário em uma pré-escola. Sempre gostei muito de crianças. Auxiliava as professoras e contava histórias típicas do Brasil. Respondia perguntas hilárias como: “Você vive na selva?”. Foi uma experiência profundamente gratificante.

Essas vivências tiveram quais efeitos na sua vida pessoal, profissional e de voluntariado? Dê algum exemplo.

O intercâmbio foi um verdadeiro divisor de águas naquele momento da minha vida.

Optei por não fazer o vestibular naquele ano – o concurso começava no dia seguinte ao meu voo — mas ganhei algo muito maior: maturidade, repertório cultural e confiança.

Ao retornar ao Brasil, a diretora da escola onde eu havia estudado inglês me convidou para dar aulas. Foi meu primeiro emprego – efeito direto da experiência como JE. Ao longo da minha formação e da vida profissional, essa vivência continuou abrindo portas. Fui selecionada para o Programa de Trainees da Claro Digital, onde a fluência em inglês foi fundamental, já que a diretoria contava com executivos canadenses.

Acredito que muitos dos caminhos profissionais que trilhei até hoje têm raízes naquela experiência transformadora.

Qual o recado que uma JE, agora adulta e com outras vivências, daria para os recentes e futuros participantes do programa dos Partners RS/IN?

Aproveitem ao máximo possível! Puxem conversa, procurem conhecer gente nova, não tenham vergonha do inglês de vocês, façam atividades diferentes das que costumam fazer aqui, falem do nosso país e saiam da zona de conforto. Cada desafio vira aprendizado — e cada experiência deixa marcas profundas. Sem dúvida, será uma vivência rica, transformadora e inesquecível.

A partir dessa edição iremos apresentar um breve perfil das pessoas que fazem parte de nosso capítulo, como forma de reconhecer e valorizar a atuação no Capítulo RS/IN. Além de servir de exemplo e inspiração para todos nós.

Nesta edição a convidada foi Cecília Luz.

1. Desde quando você faz parte dos Partners RS/IN?

Estou nos Partners há mais de 20 anos, apresentada por amigas que já eram associadas. Quando entrei já fazia trabalhos voluntários na comunidade Madre Madalena, onde estou há 37 anos. Na ocasião tive oportunidade de apresentar o trabalho lá realizado, resultando em uma parceria com grandes benefícios para a comunidade, tanto dos Partners RS como de Washington.

2. Em qual projeto estás envolvida? Quanto tempo dedicas a essa atividade?

Atuo em diversas atividades na comunidade, de acordo com as necessidades. Atualmente estou mais focada no atendimento dos idosos, com atividades de recreação e socialização.

Às terças e quintas à tarde também colaboro com o Projeto Pixote que visa auxiliar alunos até a 3ª. Série com dificuldades na escrita, leitura e interpretação de textos. Esse projeto foi apresentado pelo nosso Capítulo aos Partners de Washington, e selecionado para receber verba de custeio para professores, materiais, lanche para as crianças e outras despesas operacionais.

3. Qual a importância e o impacto na tua vida pessoal e profissional em exercer atividade voluntária?

O voluntariado sempre foi algo muito importante e significativo para mim. Trabalhei longos anos como fundadora e voluntária na extinta Associação dos Professores de Inglês RS (APIRS).

Tenho me dedicado com muito carinho e determinação ao Centro Social Madre Madalena e o apoio dos Partners me incentiva ainda mais.

Foi com muita surpresa que em 2007 recebi dos Partners de Washington o prêmio “Dumond Peck Hill Award” como a voluntária do ano pelos serviços prestados aos Partners. Isto me mostrou que exercer o voluntariado sem pretensões de reconhecimento pode nos trazer grandes surpresas.

Agradeço aos Partners pelo constante e efetivo apoio dado à Comunidade Madre Madalena e a mim em particular. Juntos somos fortes e podemos mudar muitas vidas.